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RECICLAR É PRECISO

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RECICLAR É PRECISO. O MAIS, SERÁ PRECISO? Viver com alegria é viver em paz e harmonia. É olhar com a alma, observar com o coração, agir em conformidade com a natureza. Somos tanto mais necessários quanto mais úteis, em equilíbrio com o todo. Somos um; você sou eu e tudo o que o afeta, afeta a mim, também.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

QUANDO VOCAÇÃO E CORAÇÃO SE ENCONTRAM

Mario Romano Maggioni é juiz. Jovem, bem apessoado, simpático, bela família.
O juiz Mário, da Vara da Infância e Juventude de Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, mais do que um juiz, é um instrumento do Amor. Entusiasmado por adoções, dinâmico, seus processos duram, em média, três meses menos do que...

Mario Romano Maggioni é juiz. Jovem, bem apessoado, simpático, bela família.
O juiz Mário, da Vara da Infância e Juventude de Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, mais do que um juiz, é um instrumento do Amor.
Entusiasmado por adoções, dinâmico, seus processos duram, em média, três meses menos do que os dos colegas da região sul (um ano em sua vara, três anos nas demais).
A rapidez, a menor burocracia, se explicam: quanto mais velha a criança, menores as chances de adoção – uma curva ingrata e injusta -; a maioria das pessoas que busca a adoção procura bebês pequenos e crianças novas, sem irmãos.
Não é possível jogar com o futuro dessas crianças, delas é o privilégio; do juiz, a responsabilidade. Ou assim deveria ser.
Juiz-poeta, narra casos em crônicas sensíveis e deliciosas no jornal da cidade, em palestras e no Facebook, onde mantém uma página para divagar sobre natureza, família, experiências e, é evidente, adoção.

SEJA LEAL. NÃO COPIE, COMPARTILHE.

Sua paixão é contagiante: o partilhar seu coração e experiências comove; sentir suas emoções, enternece; o palpitar de tantos corações órfãos de pais e mães que encontram, no mágico juiz, alguém que lhes abre portas e janelas para uma nova família impressiona.
Visitei sua página no Facebook - Mario Romano Maggioni – por uma cultura de adoção (@adocaotudodebom) – e transcrevo, aqui, algumas passagens. 
Tenho a certeza de que você vai passar por lá, curtir, comentar e compartilhar, na magia dos que amam e vivem o amor, na cultura da adoção.
Sirva-se:

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amor, desamor e desencantamentoO AFETO NÃO TEM CONCEITOS.
O percurso de cada um é sortido. Há pais que abandonam porque foram abandonados. Há pais que abandonam porque foram traídos e descobrem que o genitor era outro; olvidam tantos momentos mágicos e se entregam ao desamor: um desencantamento. Há pais que querem adotar, mas se dão ao desprazer de tantas escolhas que acabam não adotando ou mal adotando. E há pais que adotam sem querer saber, apenas porque o coração bateu forte: é desse tipo de pais que nascem os encantamentos, livres dos desembaraços.
Liguei, ao final do expediente, 18 horas, para um destes pais sortidos em busca de um pai para um bebezinho.
Ele, comovido, disse:
- Maravilha!
Não quis saber a cor, se tinha problemas de saúde, se os genitores eram europeus, asiáticos, africanos, americanos ou oceânicos. A cada detalhe que eu ditava, ele respondia:
- Maravilha!
Eu disse que o nenê tinha alguns meses. A resposta se encheu do silêncio de um anoitecer enluarado de frio:
- Maravilha!
Ele amou o nome.
- Maravilha!
Amou ser pai.
- Maravilha!
Foram para a Casa Lar no dia seguinte pela manhã com o nascer do Sol. Não o quiseram ver ou cheirar. Apenas, o quiseram para si. Nasceu, naquela altura, para aquele casal um novo dia, um novo filho e um novo rei. Eles não aguentaram, nem mais um minuto, ficar sem o seu encantamento:
- Maravilha!
A equipe da Casa Lar, impressionada, deixou que levassem o filho. Não têm tempo os concertos do coração. Logo, vieram conversar comigo. Deixaram o nenê com a vovó. No percurso dos nascimentos, as vovós também chegam às crônicas.
Escutei o coração do bebezinho batendo na tremência do casal.
- Doutor, eu ainda estou trêmulo. - Disse emocionado o pai. - Estou com uma vontade de voltar para casa só pra ver ele.
O mundo precisa desses olhos que veem; de pais que se apaixonem sem ver, sem saber, sem explicações múltiplas, sem exames - de pais assim os filhos precisam. Pais assim fazem nascer auroras; refazem o mundo.

colher nozes. castanheiras e paralelepípedos"A RELEVÂNCIA DAS FOLHAS SECAS E DAS NOZES
Passamos pelas castanheiras. Não havia ovelhas ao redor do açude. Passamos pelo cemitério do Pe. José Torresan. Chegamos às nogueiras. As nozes têm a mesma cor das folhas. Encontrá-las é uma arte (nem tanto). Para quebrá-las, pressiona-se uma na outra entre as mãos; também se pode usar os postes de cimento do potreiro ou a calçada de paralelepípedos. Ofereci para a Mariana.
- Uma delícia! - Falei.
Revirei as folhas, com a mão, à procura de mais nozes. A Mariana também se agachou e revirou as folhas secas com a mão. Comemos diversas.
Ela quis fazer xixi. Permiti. Ela quis fazer cocô ...
- Nem pensar! Só quando chegarmos em casa!
Partimos de volta. Caminhamos pela 'piscina'. Passamos por José e Jesus. A Maria ainda não tinha voltado.
A Mariana quis ir na minha garupa. Carreguei ela no pescoço. Quando estávamos quase chegando em casa, ela foi se agachando, com as mãos agarradas em meus cabelos, e colou a sua bochecha na minha … Estes momentos me mudam.
Se vier o inverno e fizer muito frio, caminharemos na neve ..."

feito cama e outras conversas“FEITO CAMA E OUTRAS CONVERSAS
Era noite. O sofá estava forrado de aconchego. Coloquei uma lenha no fogo. Atraquei o outono. A minha filha Mariana (02) alcançou o meu colo. Deitou e dormiu. A minha perna se fez cama. Os seus cabelos dourados engrandeceram a hora. Roubou-me todas as ideias e a solidão. Roubou-me a noite. Perdi a reflexão. Vieram passarinhos e borboletas, formigas e onças pintadas, ventos e orvalhos, nuvens e marianinhas. Roubou-me todas as viagens e tesouros. Vieram os sonhos e os seus fantasmas e fadas. Embasbaquei. Os urubus ficaram meigos. Os girassóis contornaram meus sapatos esticados no chão.
  
processos e violetas"PROJETOS DE VIOLETAS
Eu estava esparramado entre os milhares de processos que povoam a minha sala. Os processos de papel, se bem aproveitados, também germinam violetas. Basta esmigalhar o processo, misturar com terra fofa, acrescentar minhocas, deixar madurar e, depois, jogar as sementes. As violetas crescerão direito entremeio a linhas tortas, iguais a Deus. Estes desejos me peregrinam. É um empobrecimento pensar que o processo só serve para fazer justiça. Eles também se prestam a estas inutilidades encantadoramente lindas. Não tenho certeza se os processos eletrônicos terão esta preponderância de terra, minhoca e flor. É difícil germinar o nada."

sussurros, férias e tropeçar
"MAIOR QUE O INFINITO
Chegou a vez da menina que, no final do ano passado, da Casa Lar, mandou uma carta para mim. Ela escreveu: “Dotor Mario, vim escrever essa carta para falar uma coisa que eu quero muito te falar, uma família, já estou aqui um ano e não saí daqui ainda”.
A equipe da Casa Lar, com minha autorização, fez pesquisa no Cadastro Nacional de Adoção – CNA e encontrou dois casais dispostos a adotar os cinco irmãos, com o compromisso de mantê-los próximos entre si. A menina da carta tinha mais quatro consigo.
Em janeiro, aconteceu a aproximação. Eu estava de férias.
Tão logo retornei das férias, no início de fevereiro, foi a primeira e a melhor notícia deixada em minha mesa. O horizonte se coloriu de paz. Um aroma de malva esvoaçou entre os processos. Voltar a trabalhar carrega estes regalos.
A Elisângela, minha assessora, agendou um atendimento com o casal que adotou dois dos irmãos. Chegou o casal, acompanhado de três crianças, entre eles a menina da carta.
“Ué! - Pensei. - A Elisângela se enganou. Devia ser o casal que adotou dois”.
- Os outros já estão vindo. - Disseram eles.
- Os outros, quem? - Perguntei.
- Os irmãos.
Ouviu-se, no corredor, uma fala feita oração. Pareciam sussurros de uma nenê. Era o outro casal chegando com o restante da grupada.
A menina da carta foi correndo dar colo para a maninha, aproximadamente um ano.
O orvalho se ajeitou em meu olho. É bom voltar de férias e tropeçar nessas eternidades.
Aquele abraço entre as duas é o poema mais lindo a ser escutado em mil anos. Um poema sem palavras. A pequena não desgrudou do colo da mana. Às vezes, os ponteiros do relógio deviam estacionar. Por isso os irmãos não devem ser separados.
Os dois casais não se conheciam. Disseram que passaram um final de semana juntos. Sentiram-se ampliados. O carro passou a ter sete lugares. Contagiaram-se dos cinco.
Ajeitei os ombros para os abraços. Maior que o infinito é a multiplicidade. E lá se foram eles com suas cartas e epifanias.

você escolhe seu filho?"VAI QUE
A Fernanda Bussinger, defensora pública de São Paulo, publicou, em 08.02.2017, no muro do seu facebook:
Peço sua ajuda, não custa tentar: sou Defensora Pública e hoje participei de uma audiência que destruiu meu coração: três irmãos lindos querendo muito ter uma família. Uma menina de 14 anos, um menino de 10 e uma menina de 4. Há possivelmente viabilidade de adoção para os dois menores (pois a mais velha "passou da idade"). Ela é louca pelos irmãos e está tendo que decidir se "desapega" emocionalmente deles para deixá-los serem adotados (o que significa talvez nunca mais vê-los). A juíza disse que esta é a decisão mais difícil da vida dela e que não sabe como decidir. Será que não tem uma família neste país que adotaria os três? Por favor compartilhem, "vai que". Que Deus leve esse post ao coração certo”.
A mensagem da Fernanda é cultura de adoção.
Casualmente, tenho uma filha de 15, um filho de 13 e uma filha de 2. Separá-los seria como negar o rio aos passarinhos, tirar a nuvem da flor. Não dá! Seria destruir o coração.
Não conheço a menina de 14 anos, o menino de 10 e a menina de 4. Mas será que não tem uma família neste país que adotaria os três? Ou quem sabe, duas famílias que morem próximas e mantenham os três ao alcance da mão para que possam correr juntos na grama, ir pescar, andar de bicicleta, visitar o entardecer. Não se pode separar os irmãos.
Quem quiser ser pai e mãe deve aprender que o interesse dos filhos prevalece. Não existem filhos ideais. Existem pais suficientemente bons que respeitam o tempo dos filhos.
Existem profissionais suficientemente bons, iguais à Fernanda, que sentem o coração ser destruído, mas na verdade estão compondo música e poesia, construindo pontes.
No dia seguinte, a Fernanda postou que recebeu uma avalanche de empatia e amor:
“O 'vai que' deu certo. (…) Sobre o caso específico digo: as três crianças têm tudo para ganhar um lar!”

Se eu fosse a juíza, compartilharia o post da Fernanda. Uma ponte pode conduzir a outra ponte."

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches
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DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.

DÊ UMA CHANCE PARA SEUS SONHOS. DA CIDADE GRANDE PARA A CASA NA PRAIA, COM UM GRAAAAAANDE TERRENO.
Ser feliz é uma opção e você é livre para viver a vida. Escolha seu sonho. Vale a pena.

QUEM SOU EU

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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